Eu concluí minha faculdade com louvor. No mínimo isso demonstra o tamanho do meu comprometimento com o estudo. E quem me conhece sabe que quando eu resolvo fazer algo busco a excelência.
Eu gosto de estudar. Não sou de família rica, trabalhei para ajudar a financiar minha faculdade e, como milhares de pessoas neste país, não estudar inglês ou outros idiomas foi por falta de chance e oportunidade (são cursos caros). Mas depois de tanto esforço, eu vi essa chance pertinho e sem demora fui atrás de um cursinho.
Comecei minha busca por cursos rápidos como Up Time e Wise Up e segui para escolas com métodos tradicionais como Cultura e Thomas. Vou falar somente de duas.
Em uma dessas escolas me trataram muitíssimo bem, mesmo pelo telefone foram muito gentis antes mesmo da entrevista. Me receberam no horário que pude, me explicaram tudo (metodologia, didática, horários...) com toda calma e paciência. Enfim, conseguiram vender bem a escola. Saí de lá louca pra começar a estudar, mas como consumidora, percebi a necessidade de fazer outros orçamentos.
No mesmo dia (sexta, 29/11/2013) entrei no site da Wise Up e me cadastrei para falar com um dos consultores. Uns três dias depois me liga um sujeito, chamado Sérgio, que diz ser gerente da Wise Up, e me pergunta como foi o resultado do meu teste. Disse a ele que não tinha feito teste algum. Sem muita demora ele me lembrou de que vivemos numa selva capitalista e de cara fez logo a pergunta: “É você mesma a responsável financeira ou você depende de terceiros para financiar seu estudo?” Eu respondi que sou a responsável, blablablá, realmente pareceu ser a resposta certa porque ele eufórico disse: “ótimo!”. E logo sugeriu uma entrevista para explicações da metodologia, blablabla. Perguntou se eu poderia ir sábado pela manhã (eu já tinha compromisso com meu filho) e disse que não poderia. Bastante intrometido ele soltou: “Ah! Eu te entendo. Tá pensando na balada de hoje e precisa acordar mais tarde amanhã, né!?” Sinceramente eu nem sei porque eu respondi: “Não querido, sou mãe de família e tenho compromisso com meu filho.” Ele ficou sem graça, gaguejou um pouco e eu sugeri que a entrevista fosse terça à noite. Sem demora ele disse que me ligaria na segunda para confirmar. Dito e feito. Hoje ele ligou, e perguntou que horas eu poderia. Eu mal terminei de falar a frase “ficamos de marcar amanhã”, ele me atropelou, disse que tinha que ser hoje. Quando eu disse que não podia, com um tom de voz alterado e irônico, ele disse: “Faz o seguinte, quando o inglês for uma prioridade na sua vida você entra em contato, ok. Tenha uma boa tarde.”. Falei ok e desliguei.
Fiquei perplexa. Ainda estou. Meu dinheiro essa escola não ganha. Educação e bom senso agregam valor. Pessoas inteligentes sabem disso. Me assusta uma empresa, eleita a “Escola de Inglês Oficial da Copa do Mundo da Fifa 2014”, não capacitar pessoas adequadamente para atender ao público pelo menos com respeito. Assusta-me ainda mais o sujeito ser gerente da escola.
Mas que bom que eu não esmoreci diante de tamanha imbecilidade. Amigos consumidores, não se deixem abater por pessoas mal treinadas. Coloquem a boca no trombone e vamos fazer com que essas empresas capacitem pessoas para nos atender da forma que merecemos.
Carol Vianna
2/12/2013


