quarta-feira, 24 de abril de 2013

Violência contra a mulher

Antigamente, as mulheres eram consideradas o sexo frágil. Não tinham direito algum. Como se não bastasse, eram submissas e desrespeitadas. Grandes mulheres do passado, inteligentes, tinham seus projetos, pesquisas, invenções camufladas sob o nome do marido. A própria esposa de Einstein era intelectual (dramática e melancólica). Dizem que grandes descobertas dele partiram dela. Enfim, com o tempo, as mulheres conseguiram provar ao mundo sua força e capacidade. O reconhecimento tardou mas chegou. 

Hoje, mesmo com tanta reviravolta, quantas mulheres ainda são agredidas, traficadas, por homens e acreditem, por mulheres também, que se acham no direito de roubar o que o ser humano tem de mais precioso: sua liberdade. Junto, roubam também o respeito, a dignidade, o amor, os sonhos... Com que direito? Por dinheiro? Até onde vai a ganância do ser humano? 


Além do tráfico de mulheres, há que se revoltar também com a prática do estupro. Violência de poder e opressão. É praticamente um ato milenar e ocorre em todos os cantos do mundo. Na Índia, segundo o jornal O Dia, 24.206 casos do tipo foram registrados em todo o país contra mulheres, em 2011. Assustador. Tão revoltante quanto as circuncisões femininas, ainda realizadas em vários países da África. Mutilação genital feminina. Sim, ainda existe! Crianças de 4 a 6 anos são submetidas a essa estupidez. Jovens garotas ou adultas que não tiveram seus membros arrancados quando crianças também não escapam. Após isso, a mulher é considerada limpa e bela. A mutilação também representa a submissão ao futuro marido. Ah! O casamento é prometido, entretanto, muitos casamentos não acontecem. As crianças morrem sangrando.

Waris Dirie

Waris Dirie, modelo circuncidada protesta: "A prática continua porque o mundo não toma nenhuma atitude séria contra isso, nem a ONU, nem nenhum outro país do mundo. Encontrei muitos políticos. E ouvi muito 'blábláblá'. Mas não vejo nenhuma atitude séria para acabar com esse crime". É complicado interferir numa cultura. Para nós, do ocidente, isso fere o Estado, os direitos humanos e nos causa repúdio. Para eles é só uma prática de purificação.

Visão com a burca

Outra questão cultural, mas que agride a mulher pela degradação da imagem é o uso das burcas. É uma falta de dignidade. A visão e a respiração ficam comprometidas. O calor naquelas terras é infernal. Há constantes dores de cabeça que se dão pela pressão do elástico interno (que prende a peça da cabeça).  Em 11 de abril de 2011, foi proibido o uso das burcas na França. Um bafafá danado. A lei tentou ser boa, mas não agradou muito. Na época, o presidente Nicolas Sarkozy justificou a proibição. Afirmou que a burca não é símbolo religioso, mas a forma mais pura de submissão feminina. Já para elas é um ato de profundo respeito pela religião. No Afeganistão existe uma lei que defende a ideia de que o marido pode fazer sexo com a esposa xiita quando quiser, mesmo a contra gosto (estupro). O que será que elas pensam disso? Ato de respeito pelo marido?

Basta! 

A atual novela (Salve Jorge) de Glória Pérez traz erros geográficos inacreditáveis, dentre outras coisas, mas como autora, sempre trouxe temas polêmicos tais como barriga de aluguel, a quebra da tradição em famílias ciganas, clonagem, drogas, ..., e agora o tráfico de mulheres. É de tirar o chapéu. E é um começo. Se ninguém falar, as pessoas não vão começar a pensar no assunto, muito menos transformar suas consciências e atitudes. 

A televisão, como mídia de massa tem o papel de conscientizar (ou deveria ter), mesmo que grande parte dos telespectadores ainda ignore a realidade e pensem que a novela é só um conto da carochinha. A verdade está aí. Com tanta comunicação hoje em dia, só não enxerga quem não quer.

Carol Vianna

Um comentário:

Sérgio Bertoldi disse...

Maravilha! Texto de opinião baseado em informações. Contextualizado. Daria um belo Editorial! Pra Observatório de Imprensa ;)

Parabéns!