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Ontem caminhando, cabisbaixa, me deparei com uma criança sorridente, no colo do pai, apontando para o topo de um prédio. O que havia lá? Nada, respondi imediatamente. Mas depois, intrigada com aquele sorriso doce e contagiante, voltei ao mesmo lugar e observei melhor. Notei que no topo do prédio havia antenas pontudas e compridas que balançavam com o vento. E fiquei a pensar: o que aquela criança imaginara daquelas antenas dançantes?
Elas criam em seu próprio mundo arte e felicidade. Transformam coisas simples e insossas em algo cênico, lúdico e fantástico. E depois crescem.
Somos as crianças de ontem. Temos dentro de nós um mundo já criado, cercado de imaginações e sonhos que se multiplicam com a quantidade de desejos que vamos percebendo e projetando para nós, ao longo da vida.
Mas e o sorriso? Aprendemos a engolir um choro e a calar um olhar. A tragar o silêncio e sorrir pra esconder alguma dor. Talvez por isso, Peter Pan não quisesse crescer. Um sorriso é a janela dos sonhos. Por isso sorrimos satisfeitos quando algo bom nos acontece. Sentimo-nos realizados.
Somos crianças crescidas. Temos as mesmas cores e vivemos no mesmo mundo, lúdico, cênico e fantástico que antes tanto nos impressionava. Tomara que possamos sorrir com mais sinceridade e colorir nosso e outros tantos mundos com o nosso sorriso. Da mesma forma como aquela pequena grande criança fez comigo.
Um sorriso muda o dia.

Um comentário:
Só risos
=)
Parabéns!
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