domingo, 2 de setembro de 2012

Sorriso de criança

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         Não existe nada mais honesto e digno que o sorriso de uma criança. Lê-se nos lábios sorridentes desses pequenos gênios da alegria, a simplicidade de existir num mundo cheio de cores e coisas interessantes a serem descobertas, e claro, apalpadas. Criança não esconde um sorriso ou uma lágrima. Elas expõem seus sentimentos. Criança não sorri pra agradar alguém.

          Ontem caminhando, cabisbaixa, me deparei com uma criança sorridente, no colo do pai, apontando para o topo de um prédio. O que havia lá? Nada, respondi imediatamente. Mas depois, intrigada com aquele sorriso doce e contagiante, voltei ao mesmo lugar e observei melhor. Notei que no topo do prédio havia antenas pontudas e compridas que balançavam com o vento. E fiquei a pensar: o que aquela criança imaginara daquelas antenas dançantes?

         Elas criam em seu próprio mundo arte e felicidade. Transformam coisas simples e insossas em algo cênico, lúdico e fantástico. E depois crescem.

           Somos as crianças de ontem. Temos dentro de nós um mundo já criado, cercado de imaginações e sonhos que se multiplicam com a quantidade de desejos que vamos percebendo e projetando para nós, ao longo da vida.

           Mas e o sorriso? Aprendemos a engolir um choro e a calar um olhar. A tragar o silêncio e sorrir pra esconder alguma dor. Talvez por isso, Peter Pan não quisesse crescer. Um sorriso é a janela dos sonhos. Por isso sorrimos satisfeitos quando algo bom nos acontece. Sentimo-nos realizados.

        Somos crianças crescidas. Temos as mesmas cores e vivemos no mesmo mundo, lúdico, cênico e fantástico que antes tanto nos impressionava. Tomara que possamos sorrir com mais sinceridade e colorir nosso e outros tantos mundos com o nosso sorriso. Da mesma forma como aquela pequena grande criança fez comigo.

Um sorriso muda o dia.